2020 foi um ano transformador e desafiador para pessoas e empresas, reflexo da pandemia do COVID-19, o que fez com que o mercado de trabalho se reajustasse e com isso, algumas mudanças foram feitas, como a inserção do home office na maioria das empresas.
O novo modelo de trabalho
O trabalho remoto ou teletrabalho é regulamentado no Brasil desde 2011 e está amparado na Lei 13.467/2017 da Reforma Trabalhista. Contudo, não era uma prática comum nas empresas, por haver certa resistência com relação ao formato e pela crença de que a presença física do funcionário valia mais do que o próprio rendimento e resultado.
Mas com a pandemia batendo na porta, as organizações precisavam assegurar a saúde e segurança de seus colaboradores e manter seus negócios funcionando, e então o home office foi implantado na maioria das empresas que puderam adotar o novo modelo.
Em um primeiro momento o home office aconteceu de forma impositiva, uma vez que naquele momento não havia possibilidade de se escolher o melhor formato e nem tempo para se ajustar a ele. Tanto empresas como profissionais se viram diante do novo e precisaram se adaptar a isso de forma rápida e continuar tendo bons resultados.
Uma mudança de mindset!
Foi neste momento que um novo cenário se apresentou: o que era para ser apenas uma ‘’quarentena’’ se estendeu por quase dois anos, mostrando que esse modelo de trabalho veio para ficar. Principalmente porquê hoje as lideranças perceberam que a produtividade continua (e por vezes melhora) com o trabalho de casa.
Apesar de ser uma realidade, algumas empresas não aderiram ao trabalho remoto por alguns possíveis motivos:
De acordo com uma pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que foi desenvolvida pelo PNAD COVID-19*, a média de profissionais que fizeram trabalho remoto no País foi de 11% (dados de maio a novembro/2020).
Qual o cenário atual?
Com o avanço da vacinação, muitas empresas têm repensado seus caminhos e estão avaliando algumas opções de modelos de trabalho, que podem inclusive ser combinadas:
Segundo dados de uma pesquisa realizada pela FEA/USP e FIA*, 75% das pessoas estão satisfeitas com o trabalho remoto (em casa) e 70% gostariam de manter o modelo de home office no pós-pandemia.
E qual o melhor caminho?
Eu realmente acredito que não existe um modelo correto, mas sim o que funciona bem. Para isso é necessário avaliar o formato que melhor se encaixa para cada profissional e sua função, e como a empresa irá lidar com o retorno de seus colaboradores, pois cada organização tem suas normas e procedimentos.
Segundo pesquisa feita pela KPMG, 85% das empresas pretendem manter o modelo de trabalho híbrido, que mescla trabalho remoto e presencial.
De qualquer forma, independente do modelo escolhido, as organizações precisam ter suas regras claras e comunicar com transparência suas diretrizes para todos os colaboradores.
Todos os formatos têm suas dores e delícias, assim como tudo na vida.
Entender qual é o melhor formato para seu perfil profissional e valores é essencial! Só se conhecendo você pode tomar alguma decisão de carreira assertiva e alinhada com seus valores e propósitos.
Vantagens e desvantagens dos modelos
Eu já tive a oportunidade de trabalhar com o modelo presencial e home office, por isso vou compartilhar com vocês a minha visão de vantagens e desvantagens do trabalho remoto.
Vantagens do home office
Desvantagens do home office
Eu particularmente sou das que preferem o modelo de trabalho híbrido, assim você pode estar presente fisicamente e trocando experiências com as pessoas quando está no local de trabalho, mas mantém a qualidade de vida, autonomia e flexibilidade quando está em casa.
No meio de tantas mudanças, o mais importante é que você perceba qual dos modelos funciona melhor para você e acima de tudo, é estar feliz com seu trabalho e empresa que colabora.
*PNAD COVID-19: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
** FEA/USP e FIA: Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo e Fundação Instituto de Administração